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Reconhecimento de almas

por Natacha, em 06.03.13

 

Reconheci-te, e nunca os meus olhos tinham pousado no teu olhar. Chamo-lhe Amor...

Chegaste a um fundo de mim sem forçares qualquer entrada, e eu abri-te as portas sem hesitar nem por um segundo, e nunca antes os nossos olhos se haviam envolvido. Éramos alma sem corpo, um para o outro, e foi esse o encontro que se revelou o mais intenso de todos. Encontro marcado sem nunca ter sido combinado, destino para quem acredita, coincidência, para quem duvida, mas para mim, que não perco muito tempo a pensar nos porquês, aconteceu apenas porque tinha de acontecer.

O encontro deu-se naquele especial lugar que absorve todos os silêncios, porque em voz alta, nada é tão profundo. As palavras, primeiro escritas, tinham uma energia tal que não eram lidas, eram sentidas, sentidas no fundo da alma, emergentes à flor da pele, como uma tremura de emoção. Encontraste, mesmo sem saber, conteúdos do meu ser que jamais alguém tinha encontrado e revelaste-me a mim própria. Soubeste, sem saber como, chegar bem fundo em mim e levaste-me sempre contigo aos lugares mais altos, àqueles que acreditamos mais ninguém conhece por serem tão nossos.

Um dia também os nossos corpos se encontraram, mas nesse dia, já as almas eram as mais cúmplices das companheiras, e já nada, nenhum Ego, nenhum preconceito  poderia alterar o rumo deste caminho tão puro, deu-se a fusão perfeita entre dois seres que são alma vestida de carne e a explosão foi colorida e transcendente, muito além. Este caminho é interior, meu e teu, é de dentro para fora como sempre e naturalmente deve acontecer. 

Também as nossas vozes se combinam numa perfeição que nem sequer existe, as frases que se complementam antes mesmo de serem terminadas, os olhares que descobrem o que a voz custa a expressar, e o adivinhar um do outro como se um e outro fossem um só. Aquela certeza quase tão absoluta de que somos um do outro sem qualquer tipo de posse ou pertença, e de que esta dádiva não é de hoje e nem sequer do dia em que marcámos como sendo o dia do nosso encontro de almas, esta dádiva é de sempre, de toda a eternidade, e assim será, sempre, para sempre, haja o que houver…

Reconhecemo-nos e nunca os nossos olhos se haviam pousado… Chamo-lhe Amor…

 

Tema da semana: "Banco da alma"

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