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Afinal o todo é mesmo a soma das partes (2/5)

por Closet, em 16.03.13

 

 

Entrou na sala de estar a passos largos, sempre com o agente Geraldes no seu encalço. Encostado à parede encontrava-se um sofá amarelo de três almofadas largas e amassadas. De cada lado havia uma pequena mesa de apoio com um candeeiro de leitura, ladeadas por cadeirões antigos forrados de tecido já gasto com estampagem floral. Debruçados sobre o sofá, dois sujeitos observavam com uma lupa a superfície, enquanto um terceiro empunhava uma tesoura na mão.

- O que vai fazer? – Gritou o Inspector, pousando o seu i-pad junto à televisão que se encontrava num móvel comprido e baixo de que percorria a parede em frente.

- Va-va-va-mos co-co-cortar um pedaço pa-pa-para análise - gaguejou Mendes, um investigador magricela, de cabelo desalinhado e barba por fazer, de 30 e poucos anos.

O Inspector Vasconcelos olhou-o de cima a baixo nitidamente desagradado, mandando-o parar imediatamente. Depois coçou a cabeça intrigado, fitando um ponto qualquer na parede. Voltou à sala para perguntar pausadamente:

- Ora, quem é mesmo o dono da casa?

- Ernesto Santos, 46 anos, divorciado e maquinista da CP – relata imediatamente o outro investigador que segurava a lupa.

- E já sabemos quando foi a última vez que foi visto?

- No Cais do Sodré às 18:45, altura em que terminou o turno. Um colega revisor que o acompanhou no último trajecto disse que ele aparentava um certo nervosismo quando chegaram à estação Recusou beber uma cerveja com os colegas e jogar a habitual partida de snooker, desculpando-se que tinha surgido um imprevisto. Depois disso mais ninguém o viu e o seu telefone está desligado – continuava ajeitando o bloco de notas para não perder o raciocino – O pedido de socorro foi feito aqui do telefone de casa às 4:32 da madrugada por uma voz masculina que não se identificou.

- Hmmm… perfeito – murmurou dando três estalidos com a boca e olhando em volta.

Chegou-se perto do sofá pedindo a Geraldes um par de luvas. Debruçou-se sobre a mancha de sangue ainda de cor viva e, com cuidado, afastou a almofada de encosto que estava por cima. Lá no fundo, encontrou um pedaço de papel branco amarrotado.

- Uma pinça – ordenou o Inspector Vasconcelos sem afastar os olhos do objecto. Os seus olhos brilhavam enquanto segurava triunfantemente o objecto no ar.

- Uma pista Geraldes! – rejubilou analisando o papel - Um bilhete de ida e volta para Cascais emitido ontem, às 17:55.

 

(...) continua

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