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Chá das cinco

por Maria Alfacinha, em 31.01.13

Nasce a ideia, distribuem-se os convites,
aplaude-se o entusiasmo e instala-se a confusão.
Cinco mulheres, cinco percursos de vida, cinco formas de estar.
Cinco dedos de uma mão. Cinco vozes para uma canção.
Cinco personagens. Cinco figurantes.
Cinco enredos apetecidos.
Cinco oceanos de vontades. Cinco sentidos para usar.
Misteriosas, aventureiras, divertidas, pragmáticas, sonhadoras.
Aqui, à volta de um chá.

 

 

"Enquanto escrevo penso, ou penso enquanto escrevo, ou apenas escrevo sem pensar. Soltam-se as mãos e institivamente saem palavras que formam frases, unem parágrafos. Criam-se histórias em lugares sonhados. Personagens reais, ou inventadas, misturadas. Não faz mal. Gosto de acreditar que é esse mesmo o encanto da escrita, viver outras vidas, tantas quanto desejarmos imaginar."

Closet

 

"Gosto do sorriso que a escrita me coloca na cara sempre que as palavras se atropelam e as ideias surgem. Gosto da forma como essas ideias se transformam em historias ou apenas em pensamentos soltos fruto de uma preguiça de continuar. Por vezes sinto que são as palavras que me conduzem pela historia. Por vezes sinto que é essa magia que faz gostar tanto da escrita."

Irreverências no feminino

 

"Há uma certa impossibilidade de explicar o porquê deste gosto pela escrita. Não sei de onde vem, não sei porque vem, nem sequer como vem, sei apenas que tem dias em que os pensamentos, as ideias, as histórias, as reais, as fantasiadas ou até as misturadas, não me cabem na cabeça, ou seja lá onde mora a nossa imaginação. Os pensamentos não param de crescer e crescer, e apesar de eu tentar conter esse caudal, transbordam. Não consigo que fiquem cá dentro, quietos, sossegados, arrumados, saem-me pela boca, obrigando-me os dedos a agarrar lápis e papel onde  garatujo o que depois mal entendo (mas faz-me feliz), obrigando-me a usar a teclas de um computador ou a falar alto para um gravador. Tem dias que é tão intenso este sentimento que não posso fazer outra coisa senão deixar que as palavras formem frases e as frases parágrafos e os parágrafos historias inteiras onde conto tudo ou quase nada, não importa, deixar que me saiam pela ponta dos dedos, esvaziando o compartimento da imaginação, sabendo à partida que não tardará estará cheio de novo e pronto para novas viagens mais ou menos literárias."

Magnolia


"Escrever é uma forma de entender a vida e a pessoa que sou dentro deste invólucro efémero, a riqueza que conheço em mim, os defeitos que aprendi a aceitar, a força que me torna confiante e segura capaz de enfrentar o mundo escudada na serenidade de um sorriso. Escrever explica-me porque não consigo viver sem paixão: paixão pela vida e pelas pessoas, por causas perdidas e pelos pequenos prazeres, pelo sol e pelo mar, pela sabedoria da Mãe Natureza, pela perfeição dos dons com que fomos presenteados ao sermos concebidos.
É apenas uma forma de respirar.
Se não escrever, morro."

Maria Alfacinha


“Escrever, porque não existe magia maior do que fazer significar as palavras muito para além do que está escrito. Mistério, sedução, pura liberdade de expressão…”

Natacha



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servido às 13:12


6 comentários

De Ametista a 06.03.2013 às 02:19

Cinco grandes escritoras! Parabéns a todas e a este maravilhoso chá que vou saboreando devagarinho (não às cinco mas fora de horas)..
Ler-vos é delicioso :)
Beijinho grande a todas

De poetaporkedeusker a 14.04.2013 às 21:51

Ontem, passei por cá... faltavam-me forças para deixar um comentário "decente"... decidi ler e sair sem uma palavra. Hoje... faltam-me as forças e a vergonha...


Um abraço a todos as cinco forças da natureza que compõem este Chá das Cinco!

De Maria Alfacinha a 17.04.2013 às 14:47

Vergonha? Que é isso? É para comer?
Minha querida amiga, só me custa que estejas doente e te faltem as forças.
Beijo muito, muito grande

De poetaporkedeusker a 17.04.2013 às 15:32

Eheheheh... naquele momento era apenas uma espécie de frustraçãozinha por me sentir incapaz de deixar um comentário maior e mais... substancial...


Beijo grande!

De Natacha a 17.04.2013 às 17:12

Força da natureza?? Eu??

Ahhhhhh que delícia para o meu Ego

Muito obrigada, poeta

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