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Uma conversa de café

por Natacha, em 17.04.13

Pode chover ou fazer sol. Estar um calor abrasador, mesmo daqueles que nos cola a roupa ao corpo e parece que até a pele nos pesa no corpo, ou o frio pode ser de rachar, daquele mesmo que nos congela até o pensamento e limita os movimentos, pode acontecer o que quer que seja, de bom ou de mau, mas uma coisa não muda: o Sol nasce e brilha todos os dias e mesmo naqueles em que não o vemos. Nesses dias estará a aquecer os corações e a vida de outros que não conhecemos, mas que também existem.

 

Era este o mote de conversa entre um grupo de amigos no café do costume. Era assim sempre que se juntavam. Ideias para cá ideias para lá, trocas de experiências, de opiniões, no fundo, construção de sabedorias e aprendizagens. Sempre será assim quando todos estão disponíveis para ouvir o outro e, eventualmente, até rever posições, ou não, depois de ouvir um amigo a falar. Ali, a intenção não era ganhar, vencer ou sequer deitar abaixo seja quem for que tivesse uma opinião diversa. Ali, o essencial era sempre a partilha.

 

Por vezes, elementos estranhos ao grupo mas também clientes de sempre do café, permitiam-se a opinar e eram bem acolhidos. O mesmo aconteceu desta vez. Catarina, na mesa do lado bebendo a sua meia de leite e comendo a sua torrada, pediu desculpa por interrompê-los e disse:

 

- Então quer dizer que não devemos andar macambúzios nestes dias intermináveis de chuva? Neste prolongamento em jeito de non-stop do inverno? Vocês desculpem, mas este tempo deprime-me – sorriu.

 

- Não é bem isso, disse do outro lado o Tiago, claro que ninguém aguenta já este tempo, mas na verdade, de que adianta andarmos mal humorados por causa disso se não temos o poder para mudar essa circunstância. O que digo é apenas que devemos, em tudo na vida, tentar ver o lado positivo, ou pelo menos o menos negativo. É ou não verdade que o Sol nasce todos os dias? E que enquanto aqui estamos debaixo de chuva há incontáveis dias, noutros lugares há pessoas a penar com os calores extremos e a seca?

 

- É isso, interrompeu Adriana, a natureza é superior, é ela quem comanda, a nós cabe-nos aceitar e pensar, e até pedir, para que nenhuma dessas catástrofes que vemos por aí de tsunamis, incêndios, cheias, tremores de terra, e outros do género, alguma vez nos cheguem perto. Deixem lá estar a chuvinha que eu aguento.

 

Sorriram todos e pareceram estar de acordo. Preferiam ter o sol para lhes alegrar os dias, todos tinham a convicção de que uns dias de chuva até eram bons para fazer ronha no sofá e ter uma desculpa, ou uma bela de uma trovoada – nesse aspecto Adriana encolheu-se um pouco, não gostava de trovoadas – enfim, há espaço para tudo na nossa vida, com conta, peso e medida, tudo, mas mesmo tudo cabe nos nossos dias, até uma chuva interminável, assim como qualquer assunto pode ser bastante produtivo numa simples conversa de café...

 

 

tema semanal: conversas de café


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servido às 22:06


3 comentários

De poetaporkedeusker a 17.04.2013 às 23:24

Vim tomar o meu cafézinho convosco, na esplanada...

De Natacha a 18.04.2013 às 10:03

Boa, boa!!! É que já apetece

Bjs

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