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Um dia hei-de morar numa estante - parte 1/5

por magnolia, em 06.02.13

 

imagem retirada da net 

 

Desde pequena que Íris teimava em trepar para aquela estante enorme que os pais tinham na sala. Era absurdamente alta comparada com a sua pouca altura. Íris tinha apenas cinco anos mas a visão dos livros na estante era tão tentadora que depressa aprendeu a trepar as estantes, qual trapezista de circo e chegar aos livros mais altos. Claro que lhe valeu alguns galos na cabeça e até alguns ralhetes dos pais, mas pouco se importou.

Depois, os pais, cansados de ter que estar sempre em aflição, montaram no quarto dela uma estante, mais pequena é certo, mas que enchesse na mesma as medidas da pequena Íris. Arrumaram nela um número considerável de livros, uns de quando era apenas bebé, outros de colorir, outros de aprender as letras e pequenas frases e outros mais, prendas adiantadas, heranças dos pais e irmão mais velho, coisas de meninas mais crescidas que foi ganhando em aniversários e Natais.

Depois disso, nunca mais trepou à estante da sala. Ficava no seu quarto e olhava a sua própria estante, carregada de livros e sorria, feliz.

A avó vinha de visita e ela não corria para a porta como seria habitual. Era a avó que ia sempre ao quarto ter com ela e era normal encontra-la deitada no chão do quarto, entre livros, cadernos e lápis de colorir, de pernas no ar a bambolear e lápis na boca, a desenhar letras e números e flores e sóis e outras coisas que fosse capaz de imaginar.

- Olá avó!

- Olá, minha querida,

E aí sim, vinha o abraço e depois do abraço, o presente habitual. Mais um morador para a sua estante! Um sorriso do tamanho do mundo colava-se lhe no rosto e ninguém conseguia compreender tão grande fascínio.

Um dia, a mãe, deitou-se com ela no chão do quarto e estavam a ver um livro. Era um livro sobre casas na árvore. Uma coisa de adultos mas que a mãe achou que seria giro partilhar com ela.

Depois de folhear algumas páginas, Íris estava de perninhas gordas no ar e lápis na boca como habitualmente, disse que o livro era bonito. Então a mãe perguntou:

- Onde gostarias de morar quando fores grande, querida?

Íris sem pensar duas vezes apontou a estante e disse:

- Ali.


(...)

continua na próxima semana...passo o "testemunho" :)

parte 2

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