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Devolvida a mim

por Natacha, em 13.02.13

imagem retirada da net

 

 

Quero exorcizar, nas conjugações de palavras que lanço no papel, todos os meus fantasmas. Por outro lado, quero derramar as minhas emoções, registar de forma indelével o futuro que desejo para a minha vida, como se isso, só por si, gerasse um vínculo e determinasse uma efectivação.

 Procuro falar de sonhos por forma a realizá-los, e a tratar a realidade como se de um sonho se tratasse. Conto histórias, entro nelas, visto as várias peles que lhe dão vida, emociono-me, enraiveço-me, rio e choro, tudo e apenas porque os pensamentos me fazem os dedos frenéticos e, em atropelos mais ou menos constantes, desencadeio um enredo, desenho uma personagem e a personifico.

 Escrevo, ou gosto de fazê-lo, para mim, e no entanto sempre com um espírito crítico e uma exigência que por vezes quase sufocam. É então que grito, e o grito se ouve vindo da folha branca de papel, como se esta ganhasse uma vida própria. De repente, já não sou eu quem conduz a história, já deixei de estar em mim, para passar a um outro nível que não consigo definir, por onde as ideias transpiram e se espraiam sem pedir licença.

 Por dias que se arrastaram e se transformaram em meses e razões que eu própria não tenho a total capacidade de reconhecer, os meus dedos enferrujaram como um sinal de esgotamento interior, íntimo e intimidante. As palavras nunca se esgotam, são de uma infinitude perfeita, mas nós que nos regemos por emoções temos os nossos tempos que nem sempre estão de acordo com a nossa vontade. Há que estar atento aos sinais e os que recebi diziam-me para parar. Parar e respirar.

 E eis que, no meio deste ermo em que me encontrava, inerte, estupidamente estagnada e sem acção, surge o desafio lançado pela querida Maria Alfacinha, a nossa “gerenta” da Fábrica de Histórias, que ao longo de tanto tempo nos fez viver histórias e desenvolver as nossas capacidades, ou apenas os nossos gostos. Organizou as cinco “escritoras” que já conhecia da Fábrica de Histórias e apresentou-lhes este projecto. Todas, e sei que falo por todas, adoraram a proposta e depois é o que já se conhece e consta do post de apresentação deste blogue.

 Serei eternamente grata à Maria Alfacinha e às minhas companheiras de chá, por me ajudarem e desafiarem (um carneiro genuíno nunca diz não a um desafio), e me trazerem de volta a este mundo mágico que é a escrita, onde os limites não existem e a magia é uma constante.

 Gosto de brincar com as palavras e até de as reinventar, e gosto de baralhar forma e conteúdo, permitindo a que cada leitor possa ter uma diferente leitura em função do seu próprio “eu”, da sua própria sensibilidade. As histórias são para servir a todos, como um chá que se partilha pelo simples prazer de partilhar.

 

Grata por me terem devolvido a mim!

 

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servido às 08:00


6 comentários

De Michelle MVH a 13.02.2013 às 11:31

Excelente. Obrigada pela partilha. :)

De Natacha a 13.02.2013 às 13:59

Obrigada eu mesmo!

De Marta Leal a 13.02.2013 às 18:19

Nem mais minha querida. As letras devem ser como a vida ... sentidas e saboreadas.
Grata eu por estarmos no mesmo chá, o de letras já se viu.

De Natacha a 13.02.2013 às 22:17

É um prazer imenso, Marta! As letras e a companhia

De Ametista a 06.03.2013 às 03:28

Fico feliz por teres voltado ao mundo das letras.. bom para ti e bom para quem te lê, porque fazê-lo é simplesmente fabuloso :)

Beijinho mil

De Natacha a 06.03.2013 às 09:47

Eu também fico feliz. Feliz por escrever, feliz por me leres, e mais feliz ainda por gostares. Eu também gosto muito de te ler, como sabes

Um beijo muito grande

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