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Sem ideias

por magnolia, em 16.05.13

 

 

imagem retirada da net



 

Sem ideias para escrever alguma coisa de jeito, desato a escrever coisas sem nexo, ao sabor do pensamento e que vou apagando de seguida com medo que alguém as veja e me julgue louca. Pensando melhor, talvez seja interessante o exercício de não apagar. A partir deste momento desisto de carregar no delete e vou deixar que a mente vagueie e passe aos dedos o que surgir. Coisa parva, estão já a pensar. Eu também acho mas até ter uma ideia decente fico-me pelas coisas parvas. Este exercio começa agora:

 

Tenho frio aqui sentada e não me apetece estar aqui onde estou. A janela que não abre aprisiona-me, sufoca-me, impede-me de viver. Pelo intervalo da persiana vejo o céu cinzento recortado por casas velhas. Acabou de passar um guarda-chuva. Não vejo a chuva cair mas sinto-a pelo frio que passa por debaixo da porta, pela cor escura que entra pela janela que não abre. Está um bom dia para ficar em casa no sofá. Gostava de voltar a ter tempo para ler. Como antes. Horas e horas a ler, por vezes até acabar o livro, mesmo que não jantasse ou jantasse de livro ao lado, mesmo que entrasse pela noite dentro, mesmo que só terminasse pela manhã. Lembro-me que quando era mais nova, antes de ser adulta, naquela fase em que se devora o mundo, eu devorava os livros. E era tão bom poder perder-me nas histórias que não eram a minha. Sempre tive essa capacidade de me embrenhar nas histórias, de quase as viver como as personagens. Era uma forma diferente de viajar pelo mundo e pelo tempo. Já fui ao passado assim. Já fui ao futuro. Já fui velha e já vivi no Cairo e já viajei no Expresso Siberiano.

Aqui só vejo gente que passa e cara triste. Já ninguém sorri para ninguém, nem sequer para si próprios.  

Daqui a pouco vou lá fora. Preciso de respirar. Aproveito e tomo um café. Que seria de mim sem a cafeína? Também hei-de ir ver os livros expostos no supermercado. Já sei que não vou comprar. O mais certo é que nem tenha nenhum do meu agrado. Já raramente compro livros. Estão tão caros…

A janela continua ali.

Suspiro.

Que ideia esta de nos fecharem num escritório o dia todo…

Não sei quem a teve, mas mais valia que nesse dia tivesse estado como eu estou hoje, sem ideias!


tema da semana: sem ideias

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servido às 15:32

Arrumar gavetas

por Natacha, em 15.05.13

Ao longo de todo este tempo que passou, não ofereci palavras. Não ofereci conjugações bonitas do verbo amar só para agradar ou alimentar qualquer Ego. Ofereci a minha alma, quem sou, o que sou, e o que ficou por oferecer [se ficou] apenas ficou por falta de espaço, tempo, oprtunidade.

Não tenho medo.

Não tenho sequer medo de oferecer agora estas palavras ao papel. Não tenho medo de enfrentar o que quer que seja que lá vem. Estou consciente e certa de todo este passado intenso a que me dediquei enquanto foi presente. Não quero nada do que dei, de volta, de todo, nunca sequer sairá da minha boca [ou dos meus dedos] qualquer ideia de arrependimento. Guardo tudo, e para sempre, o que recebi.

O que te dei – é teu!

Talvez eu não saiba amar, ou talvez tu não saibas amar, ou ser amado, também não importa muito, certo!? Talvez tu tenhas medo, ou talvez não. Talvez...

 “O nosso amor é óptimo” - foi assim ipsis verbis que afirmaste – e agora faltam-me ideias. Ideias para justificar, para me culpar, para desculpar.

 É preciso, de novo arrumar gavetas. Resolver amarguras, descobrir novas ternuras e guardar todas as boas, maravilhosas, recordações. E que nada apague nada.

 Talvez o problema, ou talvez não, seja apenas a falta de ideias... a única que me surge é a de amar para libertar... mas não foi sempre assim??

 

 

Tema semanal: Sem ideias

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servido às 22:59



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